terça-feira, 1 de dezembro de 2009

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

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domingo, 29 de novembro de 2009

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sábado, 28 de novembro de 2009

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Psicologia Criminal

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

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A PSICOLOGIA DO LÍDER - Antonio Meneghetti

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Consciência


Consciência, não há uma definição simples e consensual da consciência. Certas definições têm uma orientação tautológica (por exemplo, identificar a consciência como o estado de vigília) ou puramente descritiva (a consciência como conjunto de percepções, pensamentos ou sentimentos). Embora tenha sido o principal tema de pesquisa da psicologia durante bastante tempo, logo caiu no esquecimento para ressurgir, atualmente, como uma área em constante debate, mais especificamente no que se refere ao estudo dos estados alterados de consciência.

Ficou demonstrado que os indivíduos são responsáveis diretos por suas ações e seu comportamento. A memória e as lembranças são armazenadas de forma organizada e não ao acaso. Todo um ramo recente da psicologia, a psicologia cognitiva, estuda esses aspectos. A psicologia infantil pesquisa, em profundidade, como se percebe ou interpreta o mundo nas distintas etapas de desenvolvimento. No comportamento animal, investigam-se as diferentes características que moldaram cada espécie animal para responder de forma adaptativa ao meio. Os psicólogos de orientação humanística ressurgiram depois de um prolongado silêncio. Com o aparecimento da psicologia clínica e industrial, conferiu-se uma grande importância ao estado de consciência do indivíduo em função de seus pensamentos e de seus sentimentos cotidianos. Embora o papel da consciência, com freqüência, tenha sido relegado em favor das motivações e pulsões do subconsciente, a linha atual de investigação propõe o estudo e a compreensão da natureza dos distintos estados de consciência.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Psicología UDG


Psicología UDG, upload feito originalmente por Carlos Sánchez Pimienta.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A energia psíquica e suas metamorfoses.

Nise da Silveira

Seguindo o método de acompanhar cronologicamente, tanto quanto possível, o desenvolvimento da obra de Jung em estreita conexão com sua biografia, começaremos este texto comentando o livro Símbolos de transformação, publicado em 1912, com o título de Transformações e símbolos da libido. Foi nesse livro que Jung apresentou, pela primeira vez, seu conceito de "energia psíquica". Enquanto Freud atribui à libido significação exclusivamente sexual, Jung denomina libido a energia psíquica tomada num sentido amplo. Energia psíquica e libido são sinônimos. Libido é apetite, é instinto permanente de vida que se manifesta pela fome, sede, sexualidade, agressividade, necessidades e interesses os mais diversos. Tudo isso está compreendido no conceito de libido. A idéia junguiana de libido aproxima-se bastante da concepção de "vontade", segundo Schopenhauer. Entretanto Jung não chegou a essa formulação através dos caminhos da reflexão filosófica. Foi a ela conduzido pela observação empírica, no seu trabalho de médico psiquiatra. Será inevitável, portanto, que de novo penetremos no terreno da psiquiatria. Atento à conduta do doente, pergunta Jung: a perda do contato com a realidade, na esquizofrenia, resultaria da retração do interesse libidinal, na acepção de interesse erótico? Freud sustentava esta opinião. Jung não aceitou que o contato com a realidade fosse mantido unicamente através de "afluxos de libido", ou seja, de interesse erótico. Verificava em seus doentes não só perda do interesse sexual, mas de todos os interesses que ligam o homem ao mundo exterior. Para estar de acordo com Freud seria, portanto, necessário admitir que toda relação com o mundo era, na essência, uma relação erótica. Isto pareceu a Jung "inflação" excessiva do conceito de sexualidade. Sua posição, desde o início, foi esta. Já no prefácio do livro Psicologia da demência precoce, havia escrito: "Fazer justiça a Freud não implica, como muitos temem, submissão incondicional a um dogma; pode-se muito bem manter um julgamento independente. Se eu, por exemplo, aceito os mecanismos complexos dos sonhos e da histeria, isso não significa que atribua ao trauma sexual infantil a importância exclusiva que Freud parece conceder-lhe. Ainda menos isso significa que eu coloque a sexualidade tão predominantemente no primeiro plano ou que lhe atribua a universalidade psicológica que Freud lhe atribui, dado o papel enorme que, decerto, a sexualidade desempenha na psique". Note-se que este prefácio está datado de julho de 1906.
Daí se vê que entre Freud e Jung não existiram relações do tipo mestre-discípulo, segundo se repete tão freqüentemente. A verdade é que Jung nunca deu sua adesão total a Freud.
Quando leu uma das primeiras obras de Freud – A histeria e a interpretação dos sonhos, embora fosse ainda muito jovem, Jung apercebeu-se de que estava diante de descobertas importantíssimas. Ficou fascinado pelos dinamismos do inconsciente que se revelavam a seus olhos. E tanto na prática clínica quanto na experimentação psicológica comprovou a existência dos mecanismos descritos por Freud, mas desde logo suas interpretações nem sempre coincidiram exatamente com as interpretações do mestre de Viena. Apesar de divergências abertas ou latentes, os anos de colaboração estreita entre Freud e Jung (1907-1912) foram, sem dúvida, muito fecundos para a psicanálise. O desentendimento decisivo, porém, acabou surgindo. Foi provocado pelo conceito de libido, entendida como energia psíquica de uma maneira global, apresentado por Jung em Metamorfoses e símbolos da libido. Eis um livro extremamente denso, porém de leitura apaixonante. Seu tema é o comentário psicológico dos poemas e outros escritos de Miss Miller, um caso fronteiriço de esquizofrenia. Mas em torno deste núcleo, as idéias borbulham num verdadeiro festival de atividade criadora excedendo de longe o objetivo primeiro. As imagens poéticas de Miss Miller dão lugar a abundantes paralelos mitológicos e ao aprofundamento de suas significações, resultando daí uma tal profusão de dados que o leitor poderá talvez sentir-se como alguém perdido numa espessa floresta. Carregando tantas inovações, Metamorfoses e símbolos da libido provocou enorme celeuma e não poucos mal-entendidos. A fim de esclarecer e desenvolver seu conceito de libido, apresentado neste livro junto a várias outras idéias, Jung escreveu um trabalho à parte denominado Sobre a energia psíquica.
A energia psíquica (libido) "é a intensidade do processo psíquico, seu 'valor psicológico'". Não se trata de valor em acepção moral, estética ou intelectual. Valor tem aqui o significado de "intensidade", "que se manifesta por efeitos definidos ou 'rendimentos psíquicos'". Energia psíquica é um conceito abstrato de relações de movimento, algo inapreensível, um X, comparável (mas não idêntica) à energia física.
Jung construiu para a psicologia uma interpretação nos moldes da teoria energética das ciências físicas. Fome, sexo, agressividade seriam expressões múltiplas da energia psíquica, tal como calor, luz, eletricidade são manifestações diferentes da energia física. "Do mesmo modo que não ocorreria ao físico moderno derivar todas as forças, por exemplo, somente do calor, também o psicólogo deve preservar-se de englobar todos os instintos no conceito de sexualidade".
Jung concebe o psiquismo (consciente e inconsciente) como um sistema energético relativamente fechado, possuidor de um potencial que permanece o mesmo em quantidade através de suas múltiplas manifestações, durante toda a vida de cada indivíduo. Isso vale dizer que, se a energia psíquica abandona um de seus investimentos virá reaparecer sob outra forma. No sistema psíquico a quantidade de energia é constante, varia apenas sua distribuição. "Nenhum valor psíquico pode desaparecer sem que seja substituído por outro". Se um grande interesse por este ou aquele objeto deixa de encontrar nele oportunidade para aplicar-se, a energia que alimentava o interesse tomará outros caminhos: surgirá talvez em manifestações somáticas (palpitações, distúrbios digestivos, erupções cutâneas etc.), virá reativar conteúdos adormecidos no inconsciente, construirá enigmáticos sintomas neuróticos. Esses vários fenômenos serão a expressão de metamorfoses da mesma energia. Resumiremos, para exemplificar, um caso clínico simples, descrito por Jung em Problemas da alma moderna. Trata-se de um oficial do exército suíço, com 27 anos, que sofre de violentas dores na região precordial e no calcanhar esquerdo. Nada foi encontrado, somaticamente, que justifique esses sintomas e o doente não relaciona seu aparecimento a qualquer ocorrência especial. Interrogado sobre seus sonhos, lembra-se de um sonho recente que o impressionou pela estranheza: "eu ia andando por um campo aberto quando de repente pisei numa serpente. A serpente mordeu-me no calcanhar e senti-me como se estivesse envenenado".
Pouco antes de surgirem os sintomas, a namorada desse rapaz ficou noiva de outro. Ele reagiu tomando atitude de jactância. A moça era uma tola e ele arranjaria facilmente dez namoradas mais interessantes. Isso não tinha nenhuma importância. Entretanto, perdido o objeto exterior de investimento, reprimida, a libido vem reaparecer sob a forma de sintomas somáticos. Exprime-se através de dores na região cardíaca o que, aliás, não é nada de extraordinário, pois os poetas de todos os tempos já disseram que as penas de amor fazem doer o coração. No seu recuo, porém, a libido desceu ainda mais profundamente vindo dar vida à imagem pela qual vários mitos exprimiram certas experiências que o homem teve com a mulher através dos tempos: a mordedura da serpente. O jovem suíço encontrou-se com a serpente que Ísis colocou no caminho do grande deus Ra, para morder-lhe o calcanhar; encontrou-se com a serpente bíblica, tão estreitamente associada a Eva; encontrou-se com o princípio sedutor da mulher no seu aspecto perigoso. A libido fez-se imagem simbólica.

Fragmento de Jung vida e obra. Rio de Janeiro, José Álvaro Editor, 1974, pp. 41-49.
Nise da Silveira é psiquiatra, autora de Imagens do Inconsciente. Rio de Janeiro, Alhambra, 1985.

domingo, 22 de novembro de 2009

O conceito de "diferença" na obra de Gilles Deleuze

A noção de diferença, na filosofia de Gilles Deleuze, é no mínimo uma instância problemática. Num certo sentido, ela é fundamental para a compreensão de toda a sua obra. Mas, o que é exatamente a diferença, em si mesma? Por que Deleuze afirma, de forma contundente, que a razão clássica não pode apreendê-la sem, com isso, destruir a sua natureza "rebelde e anárquica"? Antes de respondermos a tal questão, precisamos levar em consideração o fato de que, ao longo da história da filosofia, a diferença foi continuamente vista como o mais temível dos males (no mínimo, ela causava estranheza e mal-estar por sua capacidade de furtar-se a qualquer tipo de modelo ou regra preestabelecida). Ou bem a diferença era "o além celestial de um entendimento divino inacessível a nosso pensamento representativo, ou o aquém infernal, insondável para nós, de um Oceano de dessemelhança". De um modo ou de outro, a diferença encontrava-se excluída do Ser - como algo que não pertencia a sua essência. Relegada, portanto, ao campo do não-ser, por uma tradição vitoriosa no pensamento ocidental, a diferença viu-se despojada de qualquer aspecto ontológico (ou seja, despojada de uma existência plena, real). Uma vez que a diferença se apresentasse ao pensamento ou à sensação, ela era entendida como algo que alterava, subvertia e destruía o Ser. Apenas quando era submetida aos critérios da "identidade" e da "semelhança" e apenas quando tornava-se diferença entre os corpos (a diferença específica de Aristóteles), ela poderia ser assimilada pela razão - que rejeita tudo aquilo que não está compreendido em um modelo pré-determinado.

Antes de continuarmos, porém, precisamos entender como Deleuze define a própria filosofia. Neste caso, especificamente, este não é um procedimento aleatório, que tem apenas por objetivo somar tal informação ao restante de suas idéias. A compreensão de um conceito qualquer, na obra deleuziana, pressupõe a idéia de que todo pensador é, inicialmente, um criador de conceitos. "A filosofia é a arte de inventar, de criar os conceitos"- afirma o filósofo francês. Para ele, todo filósofo cria seu próprio universo conceitual a partir do seu confronto com o mundo ou, mais precisamente, com o caos subjacente a todas as coisas. É a necessidade de não se perder no próprio movimento contínuo das coisas ("nada é mais doloroso, mais angustiante do que um pensamento que escapa a si mesmo") que nos leva a produzir os conceitos. Deleuze sabe o perigo que representa para o pensamento perder-se no caos, na pura diferença, neste "oceano de dessemelhança" - que está no fundo de tudo o que existe. Daí porque é imprescindível que tenhamos regras que nos protejam, que nos impeçam de mergulhar de forma inescapável naquilo que exatamente tencionamos conhecer. Estas regras são os conceitos e é claro que esta afirmação só tem sentido porque, para Deleuze, a diferença é o principio constitutivo da natureza. Ela é primeira com relação à identidade e à semelhança e é também ela que dissolve toda determinação, toda e qualquer estabilidade num mundo que, apenas na aparência, é sólido e permanente.

Criar os conceitos ou mesmo inventá-los a partir de outros (mantendo ou não o seu significante) é a tarefa da filosofia - assim como a entende Deleuze. Não existem conceitos "a priori"; todo conceito tem uma história. Todo conceito remete sempre a um campo de problemas (sem o que, ele não teria sentido algum). Desta maneira, enquanto é pensado em termos construtivistas, o conceito pressupõe um plano que lhe dá uma existência autônoma. É o que Deleuze chama de "plano de imanência" - uma espécie de "crivo no caos", uma forma de adquirir uma consistência sem perder-se no infinito no qual o pensamento mergulha. O plano de imanência é, neste sentido, o meio fluido onde os conceitos interagem, afetando e sendo afetados por outros conceitos. "O plano é como um deserto que os conceitos povoam sem partilhar". Mas, os conceitos são as únicas regiões do plano (ainda que seja o plano que lhes garanta consistência e coerência). Para Deleuze, nenhum conceito é simples; ele é sempre uma multiplicidade. Ele sempre remete a outros conceitos. Nenhum filósofo, por mais genial que ele seja, criará um conceito do "nada". É por esta razão que podemos dizer que a diferença, na obra de Deleuze, não deve ser entendida sem levar em conta a carga de negatividade com a qual a história da filosofia sempre a envolveu. Na verdade, Deleuze empreende uma luta sem tréguas contra a própria tradição filosófica, quando tenta definir e apreender a diferença nela mesma. Não se trata de conseguir ou não conceituá-la; trata-se, isto sim, de libertá-la do jugo de uma razão que tende a desqualificar tudo aquilo que ameaça o seu perfeito equilíbrio.

Para sermos mais diretos, o conceito de diferença traz consigo uma certa "maldição": a de ter sido sempre colocado do lado do "mal", do "nefasto", do "pernicioso". Não foi Deleuze quem criou este conceito, mas foi certamente ele quem mais fez para tornar a diferença, em si mesma, pensável. Em outras palavras, ele lhe deu um sentido positivo; daí porque não podemos deixar de ligar o conceito de diferença à sua obra (assim como outros filósofos também tiveram os seus nomes associados a determinados conceitos). Mas, o que significa dizer que a diferença foi colocada do lado do "mal"? Significa dizer que, desde os tempos mais remotos, a filosofia sempre demonstrou ter uma espécie de repulsa por tudo aquilo que se modifica, uma repulsa pelo próprio tempo e pela degradação inevitável que ele acarreta nos seres. Não pode haver ciência daquilo que está em perpétua transformação - assim Platão rejeita o mundo sensível em prol de uma existência imutável (a do mundo das essências). A mudança, o rio que não pára de fluir, o movimento incessante das coisas como o próprio ser deste mundo, tudo isto deve ser ignorado pela razão, uma vez que sua natureza estritamente lógica não sabe lidar senão com a semelhança e a identidade nos seres.

Para Deleuze, a questão é exatamente poder tornar a diferença objeto do pensamento. Ao invés de colocá-la como algo negativo para o conhecimento, Deleuze (tal como Nietzsche) pretende mostrar que a diferença é o próprio princípio da natureza. Para Deleuze, primeiramente estaria o fundo indiferenciado (indeterminado), o fundo caótico - onde todas as coisas encontram-se misturadas e sem qualquer "identidade". Ao caos seguir-se-ia a ordem, sempre provisória e precária e que não deixa um só instante de sofrer a ação corrosiva e cambiante do tempo. Mas, pensar a diferença requer que a própria razão ultrapasse a si mesma, rompendo com o modelo representativo e com a sua estrutura absolutamente lógica. É preciso que, por um esforço sobre-humano, a razão deixe de ter apenas uma função recognitiva (ou seja, a função de conhecer e "re-conhecer" o mundo e as coisas que a cercam) para apreender a diferença, quer dizer, tudo aquilo que foge aos padrões até agora estabelecidos. É a diferença e não a semelhança a "lei" mais profunda da natureza ("nunca uma folha é completamente idêntica a outra" - afirma Nietzsche e reitera Deleuze). A razão até acredita poder pensar a diferença quando faz dela um puro conceito do entendimento, uma forma vazia, sem qualquer conteúdo exterior. Mas, quando a submetemos às regras da identidade e da semelhança, ou seja, quando obedecemos aos critérios rígidos do raciocínio lógico, nós terminamos por perder a natureza anárquica e subversiva da diferença em si mesma. Isto porque a diferença, nela mesma, não é algo que possa ser objeto de uma representação orgânica. Afinal, representamos sempre aquilo que percebemos, aquilo que apreendemos por intermédio de nossa sensibilidade. A diferença, em si mesma, não é objeto de nossa sensibilidade e em hipótese alguma deve ser confundida com um atributo físico. Estar quente pode ser um diferencial com relação a estar frio, mas a diferença não é ser uma coisa ou outra. A diferença, em si, é algo que só o pensamento pode intuir. Ela é uma relação, um acontecimento, um incorporal.

Os termos aqui utilizados, retirados da própria obra deleuziana, demonstram claramente a influência da filosofia estóica sobre o seu pensamento. Um "incorporal" não é algo inexistente, sem qualquer aspecto ontológico. Ele pertence à esfera do transcendental, ou seja, ainda que ele não seja um corpo (e, portanto, não pode ser representado), ele existe ou "insiste" - sendo, para Deleuze, objeto apenas de nosso pensamento. É claro que Deleuze não está negando a existência da diferença enquanto ela se apresenta nos seres, criando uma diversidade inegável. Apenas, ele considera que, uma vez que ela seja "atualizada" na matéria, ela deixa de ser diferença pura para tornar-se um atributo. A sua natureza, sendo primeira e exclusivamente virtual, não pode ser apreendida pela razão clássica - que basicamente opera com os ditames da representação e que são a identidade, a semelhança, a analogia e a oposição. Daí porque, para Deleuze, é necessário que a razão tenha um outro tipo de funcionamento, uma outra forma de apreensão do mundo. Um "neo-racionalismo" é o que propõe este filósofo que figura entre os chamados "filósofos malditos"; uma razão que ultrapasse a si mesma; um segundo e mais nobre funcionamento da razão: o do pensamento. Afinal, o pensamento está para além da razão, mesmo que lhe pertença de alguma maneira (já que não se trata de um irracionalismo). É preciso, portanto, libertar a diferença, retirá-la de sua condição de maldição para o pensamento. Somente assim será possível compreender e apreender a diferença pura - este difícil e profundo conceito deleuziano.

Regina Schöpke é graduada em Filosofia pela UERJ, mestra em História Medieval pela UFF e mestranda em Filosofia pela UFRJ. Já ministrou aulas de Filosofia na UFRJ.

sábado, 21 de novembro de 2009

Filosofia......

Filosofia

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

eBook: Convite a Filosofia - Marilena Chaui